Ainda que a noite seja longa
E que nos custe todos os sonhos,
Trago nas mãos a esperança
De dias mais amenos e menos tristonhos.
Ainda que na cama,
O corpo tenha se revirado e retorcido
No desespero dos pesadelos e dos desejos mal vividos,
Acredito na manhã que sempre chega,
Com o cantar de pássaros ao meu ouvido.
Ainda que na perdição das sombras,
Fantasmas se levantem e saiam das suas catacumbas,
Dou a mim o benefício da dúvida
Onde possa escolher entre o branco e a cor plúmbea.
Ainda que nos percalços dos dias
Meu coração tenha mil síncopes
E o meu corpo se despedace,
Hei de colher flores por onde quer que eu passe.
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Lindo. Reflexivo, pois temos que fazer e buscar o nosso melhor.
Sempre… ainda que nem sempre seja fácil ou possível. Ainda bem que temos a poesia…